Último painel da 6ª edição do seminário, que ocorreu na Assembleia Legislativa, abordou as energias renováveis e sustentáveis

A 6ª edição do seminário Cidade Bem Tratada chegou ao fim com uma discussão sobre as energias renováveis e sustentáveis. Eduardo Barros Neves, especialista em Regulação na Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e Mauro Passos, diretor-presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina/IDEAL, levaram ao Dante Barone questões importantes sobre os biometano e as energias eólica e solar. A coordenação da mesa ficou a cargo do professor Odorico Konrad, coordenador do Laboratório de Biorreatores do Parque Científico e Tecnológico da Univates.

No encerramento, o coordenador do seminário, Beto Moesch, destacou as questões levantadas durante o seminário. “Vamos procurar manter o Cidade Bem Tratada uma vez por ano, mas vamos fazer também pequenos fóruns no interior do Estado”, adiantou. Os eixos “resíduos sólidos, água e energias renováveis e sustentáveis” serão mantidos nos próximos eventos. “Nosso objetivo é democratizar o debate para todos trabalharmos por um Brasil verdadeiramente sustentável”, concluiu.

A edição deste ano reuniu Ministério Público, União, Estado, municípios, empresas e sociedade para, juntos, buscarem soluções para que a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS (Lei 12.305/10) seja cumprida na prática, além de alternativas às necessidades de energia e saneamento básico.


INVESTIMENTOS EM BIOGÁS E BIOMETANO

Eduardo Barros Neves falou sobre a regulamentação do biogás no país, que ocorreu com a Resolução 8 da ANP, de 30 de janeiro de 2015.  O gás bruto obtido da decomposição biológica, composto de metano e gás carbônico, entre outros, ao ser purificado se transforma em biometano, que pode ser utilizado em residências, comércio e veículos. Segundo ele, o biometano ajuda a agregar valor aos resíduos orgânicos. “Transformamos passivo ambiental em energético’’, afirmou.
O programa RenovaBio, lançado no final do ano passado pelo Governo Federal  visa expandir a produção de biocombustíveis no Brasil. Para Neves, porém, o tema do biogás foi debatido por diversos órgãos do governo, mas falta uma coordenação única para que deslanche. “O que está faltando para o biogás se desenvolver é o fortalecimento do papel do Estado, com um comando que seja independente das mudanças promovidas pelas eleições políticas.”

O professor Odorico Konrad é otimista e acredita que em um futuro bem próximo, o biogás se tornará uma alternativa mais difundida. “Estamos avançando em um ritmo não tão rápido quanto gostaríamos, mas em momentos de crise energética surgem respostas milagrosas. O biogás foi essa resposta na década de 70, mas só não se desenvolveu porque foi usado em lugares remotos e não teve apoio tecnológico”, enfatizou.

Segundo Konrad, o país tem uma grande presença de biomassa que pode, ao invés de causar problemas ambientais, ser aproveitada e transformada em energia. “O leque tem que se abrir. Quanto mais diversificada for a matriz energética, melhor. Quanto mais descentralizado, melhor ainda. Isso é estratégico para termos sucesso”, afirmou. “A energia eólica já responde mais do que as hidroelétricas no Rio Grande do Sul. E o parque de Osório foi instalado em 2005. Estamos falando de um período de apenas 12 anos”.

ENERGIA SOLAR EM ASCENSÃO

O diretor-presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL), Mauro Passos, falou sobre o crescimento da energia solar no Brasil. Segundo ele, a fonte renovável que mais cresceu foi a energia solar, por ser a mais urbana delas.

Atualmente, há cerca de 1,3 mil empresas cadastradas para a instalação do sistema de geração de energia solar. Grande parte destas empresas está sediada em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, que é o terceiro no ranking com o maior número de casas com o sistema: 1.180. A grande incidência de sol nestes estados e as altas tarifas cobradas pelas distribuidoras de energia elétrica fazem com que o interesse aumente. “A energia solar garante independência perante as companhias elétricas”, ressaltou.


CELULOSE RIOGRANDENSE – AUTOSUFICIÊNCIA

A tarde do segundo dia do seminário contou, ainda, com a apresentação do case da CMPC Celulose Riograndense, representada pelo gerente de Qualidade e Meio Ambiente da empresa, Clóvis Zimmer.

O químico apresentou os números da empresa que hoje é autossuficiente energeticamente. Todos os resíduos oriundos do processo de fabricação de fibra de celulose e lignina são reaproveitados na geração de energia para o funcionamento da própria fábrica. Além disso, há a redução do impacto ambiental, pois o aproveitamento reduz a emissão de gás carbônico na atmosfera em cerca de 2,8 milhões de toneladas por ano, o que equivale a 40% da emissão de todos os veículos da Região Metropolitana de Porto Alegre.


SERVIÇO

O QUE: 6º Seminário Cidade Bem Tratada
QUANDO: 19 e 20 de junho de 2017
ONDE: Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa - Porto Alegre
SITE: WWW.CIDADEBEMTRATADA.COM.BR
FACEBOOK: https://www.facebook.com/CidadeBemTratada/


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