Palestrantes já confirmados

PAINEL I: Como está a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Pedro de Assis Silvestre

Vereador em Florianópolis-SC e Presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Lixo Marinho.
“Campanha Floripa Livre de Plástico: Como atuar em rede para diminuir o impacto do lixo no oceano.”
Administrador público por formação, Pedro de Assis Silvestre tem 29 anos, foi eleito pela primeira vez em 2012 e reeleito em 2016, tendo o ambiente como uma de suas principais bandeiras. Propôs e aprovou projetos de Lei relacionados a compras sustentáveis na administração pública. São de sua autoria o Projeto de Lei que Institui a Política Municipal Lixo Zero em Florianópolis e o projeto que prevê a implementação de sistema de logística reversa de bitucas de cigarro, entre outros. Em 2017, instituiu a Frente Parlamentar de Combate ao Lixo no Mar, Frente pioneira no Brasil, que visa aliar sociedade civil, poder público e organizações no que tange a problemática da poluição dos oceanos. No mês de março de 2019, Pedrão esteve presente no lançamento do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, em Ilhabela/São Paulo. Sua palestra abordará a contribuição da comunicação estratégica e a conexão entre o lixo marinho e a emergência de implantação da logística reversa. A campanha “Floripa Livre de Plástico” é fruto da atuação da Frente Parlamentar de Combate ao Lixo no Mar de Florianópolis, frente pioneira no Brasil, composta por vereadores do município de Florianópolis, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade do Estado de Santa Catarina, terceiro setor, empresas e sociedade civil organizada, em prol de uma cidade livre de descartáveis. Em março de 2019, o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar foi lançado e agora o desafio é replicá-lo para os municípios e cumprir com as metas estabelecidas.


Dra. Luciana Turatti

Professora e Pesquisadora Universidade do Vale do Taquari - UNIVATES.
“Crise hídrica ou de informação?”
Doutora em Direito pela UNISC com pós-doutorado pela Universidade de Sevilha, onde desenvolveu estudo sobre a governança das águas. É professora dos Programas de Pós Graduação em Ambiente e Desenvolvimento e em Sistemas Ambientais Sustentáveis, nos níveis de mestrado e doutorado da UNIVATES Pesquisadora do grupo de Práticas Ambientais, Comunicação, Educação e Cidadania do CNPq,, tem experiência na área de políticas públicas, atuando principalmente nos seguintes temas: cidadania, recursos hídricos, governança, meio ambiente, resíduos, agroecologia, políticas públicas e responsabilidade ambiental. Sua palestra se propõe a conduzir o público presente a uma reflexão sobre a efetivação do direito à informação ambiental e em específico em relação à governança da água, discutindo as competências e atribuições do organismos de gerenciamento hídrico e o papel da população nestes processos.


Saiba mais

Emanuel Alencar

Comunicação ambiental O Eco e Museu do Amanhã.
“Nós da comunicação: uma conversa sobre mídias e sustentabilidade.”
Jornalista formado em 2006 pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem pós-graduação em Gestão Ambiental e é mestrando em Engenharia Ambiental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Trabalhou nos jornais O Fluminense, O Dia e O Globo, no qual ficou por oito anos cobrindo temas ligados ao meio ambiente. É colaborador do portal de noticias O Eco e editor de conteúdo do Museu do Amanhã, onde atua na curadoria de exposições e na organização do conteúdo de eventos. Muitos são os desafios das megacidades contemporâneas, e as diferentes plataformas de comunicação precisam comunicar a pauta socioambiental com rapidez, profundidade e, ao mesmo tempo, de maneira sedutora e agradável. Um enorme desafio em tempos de fake news. Com experiência de 12 anos em redações de jornal e mais de três anos na equipe curatorial do Museu do Amanhã (RJ), o jornalista debate caminhos das mídias em sustentabilidade em diferentes plataformas.


Bloco de Cases Experiencias inovadoras

Luiz Alberto Altmann Fazio

Presidente da ONG Biosaneamento.
“O Projeto Biosaneamento: Implantação, Desafios e Desdobramentos”
Formado em Engenharia Civil pela Politecnica – USP, com aperfeiçoamento no Instituto Tecnológico de Buenos Aires, iniciou sua carreira na REPSOL -YPF, como engenheiro de implantação de estações de serviços. Em 2000, fundou a KLAR Construtora, onde, atualmente, ocupa o cargo de Diretor Comercial e lidera a área de D&I e Responsabilidade Social. É voluntário da ONG TETO para construções no Rio de Janeiro já tendo participado de 7 eventos. É conselheiro técnico do Instituto Anchieta Grajaú e é o presidente da ONG Biosaneamento. O Projeto Biosaneamento surgiu da urgência que o engenheiro Luiz Fazio viu de fazer algo que pudesse mitigar a crítica situação de falta de saneamento em comunidades carentes, aspecto que traz sérios problemas ambientais, de saúde e sociais para as populações que moram em áreas onde não há coleta e tratamento de esgoto. Com o envolvimento de diversos profissionais que foram se juntando à causa, a solução de biodigestores foi criada, testada e começou a ser implantada em comunidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. Muitos ajustes técnicos foram feitos após a realização do piloto, de forma que os desafios apresentados pudessem ser vencidos. Neste momento, o projeto se expande para outras regiões do Brasil e adiciona outros temas que, tratados juntos com a questão do esgoto, trazem melhores condições de vida à população, resgatam a autoestima das pessoas afetadas e visam melhorar a poluição ambiental.


Maria Sílvia Rossi

Subsecretaria de Gestão Ambiental Territorial da SEMA-DF
"Cidades Resilientes: Serviços ecossistêmicos e Pertencimento na centralidade do território".
Engenheira Agrônoma e mestre pela UnB, doutora pela Universidade Paris VII, integrou a equipe da empresa McKinsey consultoria em SP, foi Diretora Adjunta de Negócios do IPT/SP, tem uma trajetória com foco na inovação. A partir de 2008 adentrou a temática ambiental e territorial como Superintendente do IBAMA no Distrito Federal (DF) e desde 2011 como subsecretaria de planejamento ambiental e monitoramento. Atual subsecretária de Gestão Ambiental Territorial da SEMA-DF, foi coordenadora técnica do Zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) do DF de 2011 a 2019, cujo trabalho resultou em lei distrital aprovada (dez/ 2018) pela Câmara Legislativa do DF e sancionada (jan/2019) pelo Governador. Os trabalhos foram interdisciplinares, interinstitucionais e em parceria com academia, setor privado, sociedade civil do DF, além do MMA e MPDFT. Trabalha para a convergência dos instrumentos de planejamento territoriais e integração dos instrumentos de gestão, inclusive o licenciamento ambiental e urbanísticos para o parcelamento de solos no DF. Atualmente, coordena a implementação da Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais do DF, com recursos do Fundo GEF Cidades Sustentáveis. Sua palestra traz a experiência sobre o ZEE-DF, realizado nos últimos 8 anos, com foco no ciclo da água para enfrentamento dos desafios territoriais em escala municipal. Particularmente nos ambientes urbanos, grandes lições foram aprendidas, que se desdobram em ações estruturantes (em curso) buscando revisitar os ambientes urbanos com vistas à maior resiliência. Tornou-se a lei distrital nº 6.269 em janeiro de 2019 (www.zee.df.gov.br).


Cintia Aldaci da Cruz

Coordenadora do projeto Revolução dos Baldinhos
“Gestão comunitária de resíduos orgânicos - Revolução dos Baldinhos”
Líder comunitária e coordenadora do projeto de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos, que abarca instituições de ensino e 150 famílias do Bairro Monte Cristo, Florianópolis/SC, desde 2008. Participação e Elaboração do Plano de Negócio da Revolução dos baldinhos, Incubadora tecnológica UNIVALI, 2012 a 2014; Capacitação da Rede SESC/SC, Blumenau, Lages e Florianópolis, 2014. Coordenadora do projeto desde outubro de 2016, é idealizadora do Projeto Cozinha Mãe, criado em 2017, que visa a integração, reaproveitamento dos alimentos a alimentação dos moradores, além de formações para micro empreendedores comunitários. Com oficinas de integração alimentar e atividades no Ponto de Cultura com teatro, debate e música. A Revolução dos Baldinhos é uma iniciativa comunitária de gestão de resíduos orgânicos localizada no bairro Monte Cristo em Florianópolis. O projeto surgiu da necessidade de solucionar um problema grave de saúde pública relacionado ao descarte indevido do lixo no bairro. A revolução é evidenciada pela dedicação de voluntários/as que conscientizam a população local da importância da separação de resíduo orgânico do resíduo seco e o fortalecimento da agricultura familiar, com técnicas de compostagem e tratamento do adubo para o plantio das famílias envolvidas. Semanalmente, é coletada e tratada 1 tonelada de resíduos orgânicos em duas comunidades do complexo do Monte Cristo. Além do compromisso ambiental e social, o projeto volta-se também para a responsabilidade econômica do município, mostrando ser uma alternativa para a crise de gestão de resíduos urbanos, atualmente direcionados para um aterro em outro município. O aterro, por sua vez, localiza-se próximo a uma área populacional, causando problemas de saúde e poluição ambiental, além de gerar um alto custo associado ao serviço de transporte de todos os resíduos (orgânicos e secos) coletados no município.


Mesa II Resíduos sólidos, águas e energia renovável: fomento a políticas e práticas para a sustentabilidade. Principais instrumentos

Ana Maria Marchezan

promotora de Justiça no Estado do Rio Grande do Sul
Com atuação na Promotoria Especializada do Meio Ambiente de POA desde 17/09/99 e tendo atuado anteriormente nas promotorias de Catuípe, Sapiranga, Passo Fundo e Vacaria, é professora convidada dos cursos de pós-graduação em Direito Ambiental da UNIPÊ, UFRGS e FPM, além de integrar a Diretoria do Instituto “O Direito por um Planeta Verde” e da Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente (Abrampa). Mestre e Doutora em Direito Ambiental e Biodireito pela Universidade Federal de Santa Catarina, é co-autora da obra Direito Ambiental, Série Concursos. Porto Alegre: Ed. Verbo Jurídico, 2004, Co-organizadora da Obra Crimes Ambientais: Comentários à Lei n. 9605/98, Livraria do Advogado, 2013, autora da obra A tutela do patrimônio cultural sob o enfoque do direito ambiental. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006, e autora de diversos artigos publicados na Revista de Direito Ambiental, dentre outros periódicos de circulação nacional. Integrando a mesa que debaterá sobre ações de fomento às temáticas propostas, a palestrante falará sobre O PAPEL DO DIREITO NA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.


Marcio Matheus

Presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de SP e do Brasil – Selur e SELURB
“SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DOS SERVIÇOS DE LIMPEZA URBANA”
Com formação superior pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco (1979), possui especialização em Ensino e Inteligência Policial, Gestão Pública e Estratégia, é Mestre e Doutor em Políticas e Estratégias de Segurança Pública, tendo concluído as titulações em1998 e 2004, respectivamente. Licenciado em Letras pela Universidade Cidade de São Paulo (1986) é ainda Bacharel em Direito pela Unicsul (2011). Atuou como diretor da Cruz Azul de São Paulo entre 2013/2015, foi membro do Conselho Fiscal da São Paulo Urbanismo, da CET e do Conselho de Administração da São Paulo Turismo S/A. Diretor do Limpurb e 1º Presidente da Amlurb da Cidade de São Paulo de 2011/2012, além de chefe de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados, em 2009/2011. É coronel da PMESP e titular da Cadeira Visão e Raciocínio Estratégicos e Gestão pela Qualidade dos Serviços do CAES/PMESP.


Carlos A. F. EvangelistaFazio

Presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuida (ABGD)
“Geração Distribuída no Brasil e oportunidades de negócios”
Graduado em Engenharia e Direito, pós graduado em Comunicação e Marketing, com MBA em Marketing pela FEA/USP. Atua no setor de Energia há mais de 15 anos, tendo trabalhado na direção de empresas globais. Um dos responsáveis pelo startup da primeira indústria nacional de módulos fotovoltaicos em 2010, tem contribuído para a divulgação do segmento e para a nacionalização do setor. Em 2012 coordenou o grupo consultivo da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica) no trabalho publicado “Inserção da Energia Solar Fotovoltaica na Matriz Elétrica Brasileira”. Em 2014 recebeu prêmio da FIESP (Federação das Indústrias de SP) com o melhor projeto na categoria construções sustentáveis. Em 2016 e 2018 foi escolhido pela “Full Energy” entre os 100 profissionais mais influentes do setor de Energia Elétrica. Atualmente é o presidente da ABGD – Associação Brasileira de Geração Distribuída, associação que congrega mais de 600 empresas que atuam em Geração Distribuída com fontes renováveis de energia.