Releases 2021

RELEASE 5

São muitas as vantagens da reciclagem para o ambiente, para a saúde pública e para a melhoria da renda de milhares de famílias que vivem da coleta e da destinação do que a sociedade produz, consome e descarta. Grande parte disso, embalagens inúteis, rasgadas, inutilizadas e jogadas no chão, pelas janelas de ônibus e carros, nas ruas de nossas cidades, não é coletada e sequer reciclada ou reaproveitada. Algumas, mal destinadas, são levadas pelo vento, pela chuva, entopem bueiros e, quando chove, provocam inundações. Esse ciclo de degradação não tem fim e atinge boa parte dos municípios brasileiros que tem, como causas, a ausência de coleta e principalmente de reciclagem de resíduos.

Para tentar amenizar esse cenário, especialistas discutiram nesta semana (17/11), durante o 10º Seminário Cidade Bem Tratada, possíveis soluções para o saneamento básico. No painel A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e o Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico (https://youtu.be/CPAhwizl7wc), a defesa de maior participação cidadã foi unânime. “Todos geramos resíduos, seja no lazer, no trabalho, em casa, viajando. Então os 4Rs de Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Reparar precisam deixar de ser discurso e fazer parte do nosso dia a dia”, defende Gabriela Otero, coordenadora técnica da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Gabriela participou do painel que tratou sobre os objetivos e as vantagens da PNRS, que após 20 anos de discussão e há 11 anos foi implementada no Brasil através da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e sobre o sobre o Marco Regulatório do Saneamento Básico, instituído há pouco mais de um ano (julho de 2020), pela Lei 14.026. Segundo ela, a reciclagem é o mais vantajoso, já que o uso de descartáveis está desenfreado. “Devemos optar por produtos a granel e reduzir as embalagens”, aconselha.

Além de Gabriela, participaram do painel representantes da indústria, como a Associação Brasileira das Indústrias do Vidro (Abividro), do Tribunal de Contas do RS, o Ministério Público Estadual e uma representante dos Catadores do Distrito Federal na Comissão Nacional do Movimento Nacional dos Catadores. O painel foi mediado por Darci Zanini, engenheiro mecânico, com especialização em Saneamento Ambiental, secretário de Meio de São Leopoldo por três gestões, ex-membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente, representando a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Annama).

LOGÍSTICA REVERSA

“O setor vidreiro mantém um círculo virtuoso, pois o vidro é uma embalagem segura, não porosa, que protege alimentos e preserva nutrientes. Uma das vantagens do vidro, além de ser 100% reciclado, é economizar energia e matéria-prima, pois reduz a extração de areia do ambiente”. A avaliação é de Caroline Morais, geógrafa e coordenadora de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Indústrias do Vidro (Abividro), que falou sobre a logística reversa do vidro, cuja embalagem pode ser utilizada por dez anos. “Temos em exposição na Abividro uma garrafa que circulou por 30 anos”.

Caroline observa que o problema da reciclagem começa quando a embalagem vira resíduo e que soluções inovadoras de baixo custo vêm de quem tem mais escassez de recursos, que otimiza e não desperdiça. “É preciso inovação na gestão de resíduos e que todos os setores da sociedade sejam aliados. Modernizar a gestão e a triagem, olhando para o futuro, para ter ganhos em escala”, defende Carolina.

A auditora pública do Tribunal de Contas do RS, Flávia Burmeister Martins, apresentou o Diagnóstico das estruturas municipais de Meio Ambiente e Saneamento Básico (https://cloud.tce.rs.gov.br/s/LGTyiKDYFFXLGB4), que constata que a maioria dos municípios gaúchos (389 dos 497) tem uma Política Municipal de Meio Ambiente (PMMA) formalmente constituída, mas 60% não desenvolvem ações sistemáticas de educação ambiental. O levantamento sobre a gestão de resíduos urbanos no RS do TCE, que é anual, constata ainda que, apesar de 70% dos municípios terem ação de coleta seletiva., 60% dos resíduos são destinados de forma incorreta.

Para Flávia, a falência desse sistema de gestão de resíduos nos municípios “está associada à perversa lógica econômica”. Ela defende a compostagem dos resíduos sólidos urbanos, cujo composto pode ser agregado ao solo, “degradado e empobrecido de micronutrientes”. Para reduzir o volume de materiais nos aterros, ela sugere que as embalagens sejam fabricadas a partir de metas de redução de volume, e que o biogás (metano) gerado pela decomposição desses resíduos se torne fonte de energia limpa.

INEFICIÊNCIA E IMPACTOS

Filha de três gerações de catadoras, Aline Sousa da Silva é cooperada da Cooperativa Reciclo de Brasília (DF), diretora presidente da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centecoop) e representa os Catadores do Distrito Federal na Comissão Nacional do Movimento Nacional dos Catadores. Ela participou do debate com a promotora de Justiça do Ministério Público do RS, Annelise Monteiro Steigleder, e falaram sobre suas expectativas em relação às leis, como do saneamento básico e dos resíduos sólidos urbanos.

“Tivemos esperança quando nasceram a PNRS e, no passado, a Lei do Saneamento, pois reconhecem as cooperativas de catadores como protagonistas na logística reversa das embalagens, e priorizam a contratação dos serviços dos catadores e das cooperativas, promovendo participação e inclusão”, destaca Aline, que diz lamentar o enfraquecimento da lei, sua ineficiência e seus impactos sociais e questionar a ausência de um projeto de educação ambiental. “O êxito dessas leis está no gargalo da educação ambiental. Deve ser implementada uma campanha em massa e de forma contínua e gradativa. Quando investir mais, veremos as mudanças nos números e poderemos chegar no que chamo de paraíso verde”, sugere.

Para Aline é preciso olhar para o futuro, pois não há projeto de cidade sem natureza. “O futuro depende do presente, quando deve haver mudança de hábitos, a destinação correta de resíduos e a redução das embalagens”, diz, ao defender a criação de uma forma de rastreabilidade dos resíduos e das embalagens.

Para Beto Moesch, coordenador do Cidade Bem Tratada, há dois instrumentos fundamentais que deve dialogar na política: o licenciamento ambiental, “que está sendo detonado, pois hoje temos aprovado no RS o autolicenciamento, que vai contra o Princípio da Prevenção, que deturpa todo o processo, pois depois que ocorre o crime ambiental não tem prevenção”, critica o advogado, consultor e ambientalista, ao denunciar o desmantelamento da legislação ambiental. O outro instrumento citado por Moesch é a licitação, que deve prever o reaproveitamento do material usado nas obras de estradas, creches e escolas, na contratação de limpeza, ou seja, pensar na responsabilidade pós consumo. “Sem política ambiental não pode haver política social”, finalizou.

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RELEASE 4

No Seminário Cidade Bem Tratada, realizado nesta quarta-feira (17/11) de forma online, a alfabetização ambiental foi defendida pelos painelistas que participaram do Painel A Cidade e sua Relação com a Natureza: Simbiose necessária para a sustentabilidade e diante as mudanças climáticas (https://www.youtube.com/watch?v=dHkUu7ZGVZs). “Diante do desmonte das legislações ambientais é preciso, para termos sustentabilidade, colocar em prática instrumentos de proteção e valorização do meio ambiente”, avalia o coordenador do Seminário, o advogado e ambientalista Beto Moesch.

“Precisamos ter uma visão holística e sistêmica para regenerar nossos habitats e garantir uma sociedade mais sadia e inclusiva”, ressaltou Cecilia Herzog, paisagista urbana e especialista em Preservação Ambiental das Cidades. Segundo ela, é preciso priorizar o transporte limpo e ativo, como bicicleta e caminhadas individuais, a produção orgânica e o consumo desses alimentos, a redução da emissão de gases e resíduos e promover uma maior conscientização ecológica, “para entendermos que fazemos parte de um sistema vivo e que é preciso reduzir o desperdício e o descarte, pois não existe jogar fora”, salientou a painelista.

Esse grave problema de desconexão das pessoas com a natureza foi questionado pelos painelistas, que criticaram os impactos das mais variadas ações humanas, que pressionam os limites do Planeta, fazendo com que mais de 60% das espécies tenham sido extintas nos últimos 60 anos. Além disso, nos últimos 30 anos o Brasil perdeu 15% de toda sua água doce superficial.

CIDADES INTELIGENTES

Mediado pelo biólogo e diretor executivo da Ecossis Soluções Ambientais, Gustavo Leite, o debate reuniu também o mestre em Economia Política Internacional, Adalberto Maluf, que preside a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Ele defendeu a urgente substituição de fontes de energia de origem fóssil, ou seja, a descarbonização do transporte público. “Eletromobilidade, energias renováveis, transporte. Está na hora de subsidiar tecnologia para descarbonizar o transporte. Temos que investir de forma integrada, capacitar mão-de-obra e gerar empregos, garantido cidades mais sustentáveis, inteligentes e prósperas, que atraiam os jovens talentos empreendedores”, avalia Maluf. Ele acrescenta, ainda, que o veículo elétrico é elemento importante das novas tecnologias, pois favorece a logística urbana na redução dos ruídos e emissões, e garante qualidade ao ar e menos custos com a saúde pública, considerando que o SUS gasta mais de R$ 1 bi por ano para atender doenças cardiorrespiratórias veiculares.

CONSERVAÇÃO

A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade da Prefeitura de Porto Alegre, Maria Carmen Bastos, falou sobre Unidades de Conservação (UCs) urbanas, citando a experiência de Criação do Refúgio de Vida Silvestre São Pedro, localizado na zona sul da capital gaúcha, e que conta com 298 nascentes. Ela ressaltou que “os três níveis de administração têm o dever de definir unidades de conservação e áreas protegidas”. No Brasil, são 432 UCs municipais cadastradas. Outra curiosidade apresentada pela bióloga é que a primeira reserva biológica criada no Brasil, em 1975, foi a Reserva do Lami José Lutzenberger, também em Porto Alegre.

A UC São Pedro foi criada através do Decreto número 18.818, de outubro de 2014, com 157 hectares. O mesmo decreto criou o Conselho da Unidade e o Plano de Manejo, com a contribuição e vários especialistas, concluído em 2017 e que abrangeu toda a zona sul de Porto Alegre, “algo muito especial”, avalia Maria Carmen, ao citar as centenas de espécies vegetais e da fauna nativa, algumas ameaçadas, endêmicas e em risco de extinção, que justificam a conservação da área.

MELHORES PRÁTICAS AGRÍCOLAS

É também do Rio Grande do Sul a experiência de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) apresentada por Marcelo Luís Kronbauer, engenheiro ambiental, mestre e consultor em tecnologias ambientais e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), através da qual coordena o projeto de PSA no município de Vera Cruz, envolvendo 62 pequenos agricultores, Prefeitura, empresas e instituições privadas e mais recentemente a Corsan. “Através do planejamento buscamos a preservação ambiental, recuperando os mananciais hídricos, no caso o Arroio Andreas, que possui 81 nascentes, promovendo a recarga do aquífero Guarani, a manutenção dos solos a partir da melhor infiltração em caso de chuvas e inundações, e a filtragem de sedimentos, que garantem melhor qualidade da água para abastecimento, registrando inclusive a presença de peixes”, anunciou.

O projeto inovador foi credenciado como produtor de água junto à Agência Nacional de Água (ANA), para que os produtores de tabaco, milho e cana de açúcar recebessem isenção da tarifa de água, entre outros benefícios. Hoje, o projeto de PSA financia R$ 325,00 por hectare. “Identificamos as áreas a serem protegidas e as cercamos, permitindo a regeneração natural da área."

Para enfrentar os desafios, os participantes do Painel I defendem a natureza como solução ou inspiração, “porque nos oferece serviços ecossistêmicos de graça”, ressaltou Cecilia, ao citar a melhoria da qualidade da água e do ar, a redução de ruídos e das ilhas de calor, produz Oxigênio (O2) e captura Gás Carbônico (CO2), previne erosão e perda do solo, entre outros. “É preciso ter visão sistêmica para ter uma cidade regenerativa, ser mais justa e dividir as riquezas e fazer políticas públicas estratégicas e de estado para longo prazo”, defende Cecilia, ao citar, entre os vários estudos de caso no Brasil, a iniciativa de Curitiba, que tem o programa Viva Barigui, rio que corta a cidade, com diversos parques que ajudam, por exemplo, a infiltração da água da chuva. Ao final do painel, foi unânime a defesa de ações individuais, cuidar do ambiente como cuidar de si próprio, reduzir a pegada ecológica e os reúsos dos recursos e agir em associação com outras pessoas, implantando hortas orgânicas urbanas, ou seja, “melhorar nossas cidades, tratar bem para sermos bem tratados”, observou Maria Carmen, ao defender reunir todos os segmentos da sociedade e traçar uma agenda comum.

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RELEASE 3

Acontece amanhã, quarta-feira, dia 17, a partir das 8h30, a 10ª edição do Seminário Cidade Bem Tratada. Realizado de forma virtual, com transmissão pelo canal no Youtube (https://bit.ly/3oveRnv) e página no Facebook (https://bit.ly/3kH8c8m), o evento é gratuito e reúne, durante todo o dia, especialistas das áreas de saneamento básico, gestão de resíduos sólidos, água e energias renováveis e transporte urbano, entre outras temáticas. Eles vão debater sobre alternativas e tendências para que tenhamos cidades mais sustentáveis, de forma que a natureza seja trazida/devolvida para as cidades, tornando-as mais verdes, o que resulta em economia significativa de recursos, energia e inúmeros benefícios para a saúde.

O Cidade bem Tratada acontece num momento em que o debate ambiental no Planeta reforça a urgência de priorizarmos novas relações com a natureza e os seres vivos. O seminário é realizado logo após a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP-26), realizada de 31 de outubro a 12 deste mês em Glasgow, na Escócia, e no ano do importante alerta do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU (https://bit.ly/3HtXbkT), cujo relatório mostra “de forma inequívoca que o aquecimento global está se desenvolvendo mais rápido do que o esperado e que praticamente tudo é consequência das atividades humanas”. Deste documento, uma possibilidade para frear um pouco o aquecimento global é proibir a construção de usinas térmicas a carvão a partir de 2021, limitando novas explorações e a produção de energias fósseis, e priorizando as energias renováveis. "As sirenes de alerta são ensurdecedoras: as emissões de gases de efeito estufa geradas pelas energias fósseis e o desmatamento estão asfixiando o nosso planeta", revela o relatório do IPCC.

Nesse sentido, de refletir sobre a situação de alerta no Planeta e buscar uma convivência pacífica entre desenvolvimento e conservação, com qualidade de vida nas cidades, acontece o Seminário Cidade Bem Tratada, que traz para o debate temáticas interessantes e construtivas através dos painéis A Cidade e sua Relação com a Natureza: Simbiose necessária para a sustentabilidade e diante as mudanças climáticas (https://youtu.be/dHkUu7ZGVZs) e A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Novo Marco Regulatório do Saneamento (https://youtu.be/CPAhwizl7wc).

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RELEASE 2

Estão abertas as inscrições para o Seminário Cidade Bem Tratada, cuja 10ª edição acontece na próxima semana, dia 17 de novembro, de forma virtual e gratuita. Especialistas renomados, divididos em dois painéis (A Cidade e sua Relação com a Natureza: Simbiose necessária para a sustentabilidade e diante as mudanças climáticas e A Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Novo Marco Regulatório do Saneamento), vão apresentar e debater o que há de mais atual nas áreas de usos e gestão das águas, energias renováveis, transporte público e destinação dos resíduos sólidos.

Nesse sentido, é essencial que empresas e poder público discutam e avaliem maneiras de trabalhar com os ecossistemas, em vez de depender apenas de soluções convencionais de engenharia. Aos indivíduos, a sensibilização deve ocorrer a partir de informações e essas serão debatidas neste evento, que ocorre logo após a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP-26), realizada de 31 de outubro a 12 deste mês em Glasgow, na Escócia (https://www.diplomaciabusiness.com/guia-lancado-na-cop26-detalha-como-refrescar-as-cidades/).

PENSE GLOBAL, AJA LOCAL

Clima, transporte e saúde pública são algumas das temáticas questionadas quando se discute a cidade que queremos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou o Diagnóstico das estruturas municipais de Meio Ambiente e Saneamento Básico (https://cloud.tce.rs.gov.br/s/LGTyiKDYFFXLGB4), onde constata que a maioria dos municípios gaúchos (389 dos 497) tem uma Política Municipal de Meio Ambiente (PMMA) formalmente constituída, estando a maior parte dos municípios (73,4%) estruturada com unidade de controle e fiscalização dedicada às questões ambientais. Mesmo assim, menos de 5% dos municípios revertem os recursos das compensações ambientais em Unidades de Conservação ou ainda não desenvolvem ações sistemáticas de educação ambiental (60%).

Diante desse quadro e da emergência de novas atitudes, é importante que as empresas se responsabilizem pelo reaproveitamento, reciclagem e destinação adequada dos produtos, que só vai funcionar com o comprometimento e a fiscalização do poder público (União, estados e municípios), que devem estabelecer, por exemplo, a obrigatoriedade da Logística Reversa em seus territórios, regulamentada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

SOLUÇÕES

O transporte nas cidades é tema urgente. Não é possível pensar em um transporte público pós-Covid sem considerar que precisa ser limpo, descarbonizado e sustentável. Enquanto o Rio Grande do Sul tem planos de receber um novo parque eólico, é conveniente que se discuta também meios de aposentar as fontes de energia de origem fóssil e focar nos biocombustíveis e veículos elétricos.

Nesse sentido, é imprescindível a construção e execução de programas e políticas públicas que visem à recuperação de áreas degradadas e à adequação de ações ao Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, que dá novas atribuições e prazos aos municípios e novos mecanismos de financiamento, temáticas essas que serão abordadas no Seminário Cidade Bem Tratada.

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RELEASE 1

Pela segunda vez sendo realizado de forma virtual, em função da pandemia da Covid-19, o Seminário Cidade Bem Tratada completa dez anos de realização ininterrupta e gratuita e terá transmissão online no dia 17 de novembro. “É com orgulho que chegamos à décima edição, mantendo os diferenciais de gratuidade, interatividade e qualidade dos debates sobre gestão de resíduos sólidos, águas e energias renováveis, que terão a presença de painelistas experientes”, celebra o idealizador e coordenador do Seminário, o advogado e ambientalista Beto Moesch.

Moesch ressalta a credibilidade do evento, consagrado pela crescente participação. “No ano passado, seis mil pessoas acompanharam os debates e neste ano nossa expectativa é superar essa participação”, diz.

O Seminário, como de costume, abordará temas que são cruciais para uma cidade enfrentar seus constantes desafios e garantir segurança e qualidade: a gestão dos resíduos sólidos através dos mecanismos previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos e agora, mais recentemente, através do novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, urbanizar sempre dialogando com a natureza, respeitando-a e garantindo a sua regeneração, a adoção urgente de energias renováveis e descentralizadas e abolindo as de origem fóssil, incluindo aí o transporte público. Para tanto chamamos os mais diversos atores e segmentos da sociedade para apresentarem suas experiências e debaterem com a diversidade dos participantes inscritos no evento.

A geração de passivos ambientais provoca o alerta por parte do IPCC, cujo relatório mostra que o aquecimento global está se desenvolvendo mais rápido do que o esperado, e que praticamente tudo é consequência das atividades humanas. "As sirenes de alerta são ensurdecedoras: as emissões de gases de efeito estufa geradas pelas energias fósseis e o desmatamento estão asfixiando o nosso planeta", disse o secretário geral da ONU, Antônio Guterres, nesta reportagem https://bit.ly/3n2Gjdf.

“Entendemos que é a natureza que nos dá a resposta para os grandes desafios das cidades”. Nesse sentido, Moesch cita o recém lançado guia Soluções Baseadas na Natureza para os Negócios, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que defende um novo olhar, por parte das organizações, para os recursos naturais.

Para os integrantes deste Conselho Empresarial, alguns dos desafios mais urgentes enfrentados pela humanidade podem ser solucionados a partir do uso da própria natureza. “Trazer a natureza para as cidades, tornando-as mais verdes, pode resultar em economia significativa de recursos, energia e inúmeros benefícios para a saúde”, e é isso que o Seminário Cidade Bem Tratada se propõe: debater com especialistas, que acreditam e fazem muito em relação a esses temas, e que muito têm para contribuir para com o Seminário, assim como com os participantes, nas trocas de ideias e experiências, e com o desenvolvimento sustentável de nossas cidades.

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